Luz Artificial Também Causa Lesões na Pele?

Publicado em: 14/04/2021

Como já explicitado em texto anterior aqui deste blog (http://www.dranataliaandrade.com.br/blog/cancer-de-pele-neoplasia-mais-comum-no-mundo/), o câncer de pele é o mais freqüente no Brasil e no mundo , correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados. A causa mais comum é a exposição excessiva aos raios ultravioletas, sendo o UVB mais agressivo que o UVA. Todavia, uma dúvida muito frequente no consultório, principalmente agora em que o home office se tornou bastante prevalente, é se a luz artificial pode causar lesões de pele, em especial as neoplasias. E a resposta é … SIM, porém com risco muito menor quando comparado à luz solar.

Assim como o sol que emite raios ultravioletas, as luzes visíveis de ambientes fechados, como as lâmpadas fluorescentes e a luz do computador, também emitem radiação que causa alterações no DNA da pele e desencadeiam efeitos potencialmente nocivos como manchas e envelhecimento.

É claro que, em comparação com os danos causados pelos efeitos solares, as luzes artificiais são muito menos prejudiciais. Oito horas de exposição às luzes de ambientes fechados como escritórios, por exemplo, equivalem a uma exposição (sem proteção) de 1 minuto e 20 segundos em um dia ensolarado.

Esse número pode, inicialmente, até parecer pouco significante, mas se somarmos essa exposição por vários anos subsequentes, por ser uma incidência cumulativa, as chances de surgimento de lesões cutâneas de diferentes espectros aumentam consideravelmente.

A intensidade dos danos causados pelas luzes é variável. As lâmpadas como as dicróicas costumam ser mais prejudiciais que as lâmpadas frias, que emitem radiação em menor intensidade. As lâmpadas fluorescentes emitem uma luminosidade que é compatível com a luz natural diária e, por isso, também incidem raios UVA e UVB. Ainda que a intensidade dos raios seja menor se comparada à exposição ao sol, ela também pode induzir à alteração de pigmentação da pele. Porém, a única luz artificial comprovadamente associada ao câncer de pele é a utilizada em câmeras de bronzeamento artificial, que possuem um alto índice de radiação UVA e podem desencadear mutações neoplásicas.

No Brasil, país de clima tropical e com sol na maior parte do ano, o uso de protetor solar é pouco freqüente e a maioria das pessoas só lembra dele quando vai à praia ou piscina. Poucos são os que se preocupam com a proteção contra a luz visível, principalmente por falta de conhecimento sobre os riscos. Enquanto os raios solares são responsáveis por 67% da produção de radicais livres, a luz visível é responsável por 33%, segundo dados internacionais.

A eficácia dos protetores solares é voltada para a incidência dos raios UVA e UVB, sendo questionado seu uso isoladamente, pelos dermatologistas, na proteção das luzes visíveis. Alguns profissionais sugerem que apenas filtros físicos de consistência mais grossa como bases podem evitar os efeitos destas luzes na pele, pois eles bloqueiam as radiações e refletem a energia da luz. Sendo assim, para ficar realmente protegida de todas as luzes, é necessário aplicar uma boa e abundante camada, principalmente no rosto, mãos e pescoço, que costumam ficar mais expostos e reaplicar periodicamente.

Gostou deste texto? Tem outras dúvidas sobre doenças em cabeça e pescoço? Acesse nosso blog: http://www.dranataliaandrade.com.br/blog

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia, https://www.dicasdemulher.com.br/danos-que-a-luz-artificial-pode-causar-na-pele/

Publicado por: Dra. Natália Andrade

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